Sevirismo

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"Sevirismo" é a história de 7 migrantes em busca de um lugar para refazer suas vidas, e fala sobre a atitude de criatividade e improviso para solucionar os problemas que encontramos nas periferias do mundo. São as gambiarras e as alternativas que o povo inventa cotidianamente para enfrentar com esperteza e resistência tanto a escassez material como a expropriação de seus recursos vitais.

Em 2017 o Teatro Girandolá completa 10 anos de atuação na região da Bacia do Juqueri e nossa comemoração é trazer a público a sexta peça de nosso repertório: Sevirismo – os mais espantosos causos e descausos de uma Ponte Seca. Esta obra é fruto do projeto "Mitologias de uma Ponte Seca", contemplado pelo edital ProAc 01/2016. Em nossa primeira incursão com uma peça de rua, a vontade que nos guiou durante um ano e meio de processo de criação foi realizar um encontro com o público local em muitas dimensões.

Este ímpeto nos levou de encontro com a Ponte Seca, um calçadão de comércio popular em Francisco Morato que culmina com uma passagem subterrânea que liga dois lados da cidade e fica sob a linha do trem. Foram os encontros diários com os comerciantes, os trabalhadores passando para pegar o trem, os autônomos com seus carrinhos e toda sorte de figuras que foram nos instigando e alicerçando nossa tradução poética sobre a região, compondo uma dramaturgia que aborda desde conflitos mundanos a batalhas míticas e ideológicas, dos sobreviventes das periferias.

No intuito de compor uma criação popular e divertida, buscamos como referências estéticas a cultura tradicional nordestina em colisão com o cotidiano urbano, periférico e rural da região, ao passo que espontaneamente também foram compondo nossa visualidade índices da cultura medieval europeia e o pop. Sonhar acordado é preciso!

Sinopse

Sete retirantes nordestinos buscam um lugar para refazer suas vidas e nessa saga, a criatividade e o improviso são ingredientes essenciais para a solução dos problemas que aparecem. "Sevirismo" apresenta, de maneira divertida, a arte milenar de “se virar”, as técnicas aprimoradas de “dar nó em pingo d’água”, desenvolvidas cotidianamente pelo povo que vive nas periferias do Brasil, enfrentando com esperteza e resistência tanto a escassez material como a expropriação de seus bens vitais.

Ficha técnica

Criação do argumento e elenco: André Arruda, Fabia Pierangeli, Gilberto Araújo, Mariana Moura, Meire Ramos, Shirla Pereira e Silvia Sapucaia.

Direção e preparação corporal: Jorge Peloso

Dramaturgia e direção musical: André Arruda

Direção de Arte e confecção de figurinos: Silvia Sapucaia

Confecção de cenário e adereços: Teatro Girandolá

Bonecos: Silvana Marcondes (trem) e Gilberto Araújo (mamulengos)

Coordenação de produção e gestão financeira: Fabia Pierangeli

Sonorização e design gráfico: Roger Neves

Concepção de material gráfico: Fabia Pierangeli, Jorge Peloso e Roger Neves

Ilustrações: Fabio Campanhola

Fotos: Jorge Peloso e Roger Neves

Iluminação: mãe natureza

 


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